Y-DNA R1b1a1a2

A análise de DNA (o Y-DNA com 37 marcadores do FamilyTree DNA) indicou que a ancestralidade paterna da família Trespach (e sua ascendência Dressbach) é pertencente ao Haplogrupo R1b1a1a2 (R-M269).

Haplogrupo R1b

O Haplogrupo R1b, e seus subgrupos, é o cromossomo Y (Y-DNA) mais frequente na Europa Ocidental. Mais especificamente, com uma frequência muito alta, nas populações na costa do Atlântico e na América do Sul, América do Norte e Austrália devido a imigração europeia. No Brasil, dos testes realizados até agora para o Projeto DNA Brasil o R1b também é o mais frequente.

Europe_Y-DNA.

O Haplogrupo R1b originou-se na Ásia Ocidental, mais precisamente na região do Cáucaso às margens do Mar Cáspio, ele é definido pela presença do SNP (sigla para single-nucleotide polymorphism) M343, que foi descoberto em 2004 por Cengiz Cinnioglu em pesquisa na Anatólia (Turquia). Antes de 2002 o R1b era definido como Hg1 e Eu18. 

Bryan Sykes, em seu livro Blood of the Isles (na versão norte-americana Saxons, Vikings, and Celts: The Genetic Roots of Britain and Ireland), dá o nome de Oisín ao patriarca do clã das populações de R1b, assim como ele havia feito com o DNA mitocondrial em The Seven Daughters of Eve (A Sete Filhas de Eva, no Brasil), onde ele nomeou cada uma das “filhas de Eva” por um prenome. Oisín, segundo a mitologia celta, é um guerreiro e poeta dos Fianna.

U106R1b1a1a2

O R1b1a1a2 era designado até bem pouco tempo de R1b1a2, entre outras variantes. De 2003 a 2005 era conhecido como R1b3. De 2005 a 2008, como R1b1c. De 2008 a  2011, como R1b1b2.

A incidência do R1b1a1a2 (R-M269) é de 70% em algumas partes da Inglaterra (oeste e norte), na Espanha (norte), Portugal (norte), e França (oeste). No País de Gales, Escócia e País Basco (Espanha), a frequência do R1b é superior a 90%, na Irlanda chega 95%, por isso muito associados aos povos celtas. A incidência desse haplogrupo diminui progressivamente entre as áreas mais distantes da costa atlântica europeia, mas ainda é comum nas áreas centrais do continente. Na Alemanha é o haplogrupo mais frequente (50%). Também é encontrado na Escandinávia e na Itália, entre os povos do Ural (como os Udmurts), na Turquia (Bashkirs) e em locais isolados da África (na Argélia e Namíbia).

Y-DNA R1b1a2a1a1a (R-U106)

Resumo da minha composição genética (a distribuição estimada), conforme teste autossômico de MyHeritage DNA:

Europa, 80.8%
Norte da Europa e Europa Ocidental (irlandês, escocês, galês, escandinavo e finlandês), 45.5%

Sul da Europa (ibérico e italiano), 33.1%
Europa Oriental (balcânico), 2.2%

Oriente Médio, 13.3%

América, 3.2%
América Central, 2.2%
América do Sul (indígena amazônico), 1.0%

África, 2.7%
Norte da África 1.6%

África Oriental (somali) 1.1%

Leia mais:
No site do Projeto Genográfico , na página da National Geographic Society, no site do Laboratório Family Tree DNA, responsável nos EUA pelo projeto, e também informações sobre o Haplogrupo R1b no Wikpedia ou no blog R1b-U106.