Stalingrado 1942

Stalingrado

Correspondente de guerra, Alexander Werth relata a visita feita a Stalingrado três dias após a rendição do exército alemão do marechal Friedrich Paulus.

Em 2 de fevereiro de 1943, a Batalha de Stalingrado chegava ao fim depois de seis meses de uma encarniçada luta corpo a corpo pelas ruas da cidade localizada às margens do rio Volga, no Cáucaso russo.

Três dias depois da rendição do VI Exército alemão, um grupo de correspondentes internacionais chegou à cidade. Entre eles estava Alexander Werth, filho de uma família de origem alemã, mas que nascera em São Petersburgo, na Rússia czarista. A narrativa da visita que fez às ruínas da cidade rendeu o livro Stalingrado – publicado originalmente em 1946 ainda no calor dos acontecimentos e agora lançado no Brasil pela Editora Contexto.

Werth já havia publicado Moscou 1941 e Leningrado, ambos publicados ainda antes do final da guerra. Stalingrado lhe exigiu mais tempo. “Como dar conta da complexidade de uma batalha ao mesmo tempo defensiva e ofensiva?” Stalingrado representou o duelo entre dias ideologias, em uma guerra de extermínio sem precedentes na história moderna. “Era difícil imaginar que alguém pudesse sobreviver num lugar assim”, escreveu o autor, narrando sua passagem pelos escombros da cidade totalmente destruída, palco de um dos mais sangrentos combates da Segunda Guerra Mundial e considerado por muitos o ponto de inflexão, que mudou os rumos do maior conflito bélico da humanidade.

Assim como os outros jornalistas, Werth não teve permissão para entrevistar o comandante alemão, o marechal Friedrich Paulus, mas pode entrevistar Vassili Chuikov, o comandante soviético, diversos importantes oficias do alto escalão da URSS, como Rodimtsev e Malinin, e civis e soldados rasos, além de ter acesso a documentação original e aos locais onde os combates aconteceram, como a metalúrgica Outubro Vermelho, a fábrica Barrikadi e a fábrica de tratores Dzerjinski.

Escrito por uma testemunha ocular,  Stalingrado 1942 – O início do fim da Alemanha nazista é uma fonte original e indispensável para o estudo da batalha que mudou o destino da guerra e do mundo.

Por Rodrigo Trespach

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